Início Esportes Haaland ‘carrega’ Noruega ‘nas costas’ e elimina Brasil da Copa do Mundo

Haaland ‘carrega’ Noruega ‘nas costas’ e elimina Brasil da Copa do Mundo

0
Foto: @Fifa

Torcida brasileira ainda vê virada “épica” da Argentina, único sul-americano restante, em busca do tetra.

Brasil ‘amarela’ e só Argentina honra o continente após queda de vizinhos na Copa do Mundo

Por Marcelino Lima

A seleção brasileira masculina de futebol frustrou mais uma vez a torcida verde e amarela ao perder por 2×1 para a Noruega no domingo, 5 de julho, em New Jersey (EUA), resultado que levou a embarcação pilotada por Earling Haaland às quartas de final e adiou pelo menos até 2030 a desejada estrela do hexacampeonato. As duas cicatrizes no casco do escrete canarinho foram cravadas pelo viking da camisa 9: em sua primeira Copa, o nórdico que vem assombrando zagas adversárias já soma 7. Coube a Neymar, de pênalti, diminuir o vexame ao badalar do derradeiro minuto dos acréscimos, com a pontaria que da marca da cal faltara a Bruno Guimarães aos 13’ iniciais, quando a decisão ainda estava em branco.
A fatídica derrota do Brasil para a Noruega é a terceira em cinco confrontos; os outros dois terminaram empatados. Para tornar o afundamento da seleção escalada por Carlo Ancelotti ainda mais dramático, o naufrágio ocorreu em data e mês idênticos aos da “tragédia do Sarriá” – episódio de triste lembrança do Mundial de 1982, na Espanha: dentro das quatro linhas do estádio do Barcelona, o Brasil amargou os 3×2 que mantiveram a Itália do carrasco Paolo Rossi (autor dos três tentos da Squadra Azurra) rumo ao tri, abiscoitado dias depois. De volta ao presente, o tropeço em New Jersey configura, também, a pior campanha brasileira desde 1990, ano em que a desclassificação viera igualmente nas oitavas de final, provocada pela Argentina.

ÚNICO SUL-AMERICANO

Atual campeão, o país vizinho à época tinha em cartaz Diego Maradona e hoje é o único sobrevivente entre os seis do continente que se lançaram às águas da Copa do Mundo de 2026. A campanha pelo tetra dos argentinos estava fazendo água contra o Egito, mas a companhia alviceleste escalou virada épica de 0x2 para 3×2 nos 10 minutos finais, em Dallas (EUA). Sucessor do craque Dieguito, Lionel Messi arrancou o tento de empate contra os egípcios, aumentou a soma para 8 apenas neste torneio e elevou para 21 seu recorde de artilheiro máximo, desde 1930.
Equador e Uruguai haviam sido torpedeados em fases anteriores. No vai e vem das ondas, o Paraguai, de Gustavo Goméz, ficara sem boias no sábado, 4 de julho, e a Colômbia de John Arias se afogou na terça-feira, 7. França e Suíça, respectivamente, empurraram da prancha essa dupla sul-americana: Mbappé assinalou o único tento do duelo contra os paraguaios, de pênalti. Da marca da cal, os suíços fecharam em 4×3 partida travada frente aos colombianos, batalha que em 120 minutos, mais acréscimos, não saíra do 0x0 em Vancouver (Canadá).

AS QUARTAS

Colômbia x Suíça registrou o último confronto antes das quartas de final, rodada prevista para ter início com França x Marrocos na quinta-feira, 9, quando esta edição foi fechada e o placar não pôde ser registrado. Espanha x Bélgica, Noruega x Inglaterra e Argentina x Suíça fecharão a tabela atual (ver quadros). Espanhóis e belgas impediram que Portugal e Estados Unidos figurassem nela e coubera ao English Team calar o estádio Azteca, em Cidade do México, horas depois de o Brasil ir a pique (ver quadros). Como no sábado, 4, Marrocos abatera o Canadá, os três países sedes tornaram-se apenas expectadores dos espetáculos cujas semifinais já serão em 14 e 15/7, terça e quarta-feira próximas.

O Brasil (uniforme amarelo) desperdiçou um pênalti batido por Bruno Guimarães
e depois, castigado por Haaland, deu adeus à Copa 2026 – Foto: Rafael Ribeiro/CBF

Sair da versão mobile