Espanha bate Argentina na prorrogação e conquista bi da Copa do Mundo
Por Marcelino Lima
Com o solitário gol marcado por Ferran Torres, no primeiro minuto do segundo tempo da prorrogação, a seleção da Espanha ganhou da Argentina e se sagrou bicampeã da Copa do Mundo, quatro edições depois de levantar o troféu em 2010, quando também batera a Holanda no tempo extra e pelo placar mínimo, na África do Sul. A consagração da equipe treinada por Luis de la Fuente foi prestigiada por 80.663 torcedores presentes ao MetLife Stadium, em New Jersey (EUA), entre as quais o presidente norte-americano Donald Trump, estrepitosamente vaiado no momento em que entregou a taça a Rodri, capitão da esquadra europeia, eleito o melhor jogador da competição; seus parceiros Cubarsí, zagueiro, e Unai Simón, goleiro, foram ungidos, respectivamente, o melhor jovem e o “luva de ouro”, expoentes de uma defesa vazada apenas uma vez em oito jogos. A campanha vitoriosa da Fúria, após mais este triunfo, agora soma 37 partidas desde março de 2024 (ver quadros) e inclui a conquista da Eurocopa de 2024.
Campeã em 2022 (Catar), medalha de prata no Brasil e agora nos EUA, em 2014 e 2026, a Argentina pôs Lionel Messi em campo pela última vez. Aos 39 anos, protagonista de um time que arrancara viradas épicas em fases anteriores à decisão, Messi pouco produziu em sua despedida e revelou-se o retrato de um conjunto apático, não condizente com a valentia alviceleste que dias atrás alijara, por exemplo, Inglaterra, Egito, Suíça e Cabo Verde. Ainda assim, o capitão da frota escalada pelo homônimo Lionel Scaloni deixou o torneio com marcas indeléveis – entre as quais o de vice-artilheiro desta, com 8, e da história das Copas, com 20. O francês Kilian Mbappé, campeão em 2018 (Rússia) e vice no Catar, balançou 10 vezes as redes e se isolou no topo com 22. Em 2022, Mbappé anotara 8 e também fora o goleador máximo.
O craque do Real Madri voltara a brilhar na decisão do bronze, realizada em Miami no sábado, 18 de julho, ao vencer duas vezes o goleiro da Inglaterra em um jogo memorável. O English Team tirou proveito do desinteresse francês na fase inicial e desceu aos vestiários ganhando por sonoros 4×0. Com postura mais arrojada durante os 45’ derradeiros, a França encostou-se ao placar com a dobradinha de Mbappé e Barcola. Depois, teve por pelo menos duas vezes a bola do empate nos pés de Olise, contudo acabou alvejada novamente por Bukayo Saka: de pênalti, o atacante anotou seu terceiro gol nessa contenda. O relógio apontava 43 minutos e enganou-se quem acreditou que as emoções haviam se esgotado: nos acréscimos, Ousmane Dembélé voltou a diminuir, em reação efêmera. Jude Bellingham, na sequência, após uma sequência de dribles desconcertantes, deu números definitivos ao clássico do Canal da Mancha: 6×4 Inglaterra.
Essa dezena de gols em Miami registrou o recorde da Copa do Mundo de 2026 – ao todo 104 jogos por gramados do Canadá, dos EUA e do México, pelos quais desde 13 de junho desfilaram 48 seleções, o maior número de participantes. A mais expressiva goleada ocorreu no duelo da fase de classificação do grupo E: Alemanha 7×1 Curaçao. O Brasil foi eliminado nas oitavas de final em 5 de julho, quando perdeu por 2×1 para a Noruega. Na classificação final geral, figurou em 11º, conforme balanço divulgado pela Fifa.
A Copa do Mundo de 2030 terá novamente sede tripla: Espanha, Marrocos e Portugal. Caso consigam vagas, os jogos inaugurais da Argentina, do Paraguai e do Uruguai ocorrerão em seus respectivos países em homenagem ao centenário da primeira edição do mundial de futebol, disputado na América do Sul, sediado pelo Uruguai.
Classificação final da Copa do Mundo 2026
Pos. Seleção PG SG GP
1 Espanha 20 12 13
2 Argentina 22 12 19
3 Inglaterra 19 08 20
4 França 18 10 20
5 Noruega 12 02 13
6 Bélgica 11 07 14
7 Marrocos 11 04 10
8 Suíça 11 04 10
9 México 12 07 10
10 Colômbia 11 04 5
11 Brasil 10 06 10
12 EUA 09 03 11
13 Portugal 08 05 08
14 Canadá 07 03 09
15 Egito 06 01 08
16 Paraguai 05 03 03
17 Holanda 08 06 11
18 Alemanha 07 06 11
19 C. Marfim 06 01 05
20 Croácia 06 01 06
21 Japão 05 03 08
22 Austrália 05 00 03
23 Congo 04 00 05
24 Gana 04 -0 1 02
25 Equador 04 -0 2 02
26 África do Sul 04 -0 2 02
27 Suécia 04 -0 3 07
28 Áustria 04 -0 3 06
29 Bósnia 04 -0 3 05
30 Argélia 04 -04 05
31 Senegal 03 01 10
32 Cabo Verde 03 -01 04
33 Irã 03 00 03
34 Coreia do Sul 03 -0 1 02
35 Turquia 03 -0 2 03
36 Escócia 03 – 03 01
37 Uruguai 02 -0 1 03
38 A. Saudita 02 -0 4 01
39 Tchéquia 01 – 04 02
40 N. Zelândia 01 – 06 04
41 Catar 01 – 08 02
42 Curaçao 01 – 08 01
43 Panamá 00 -04 00
44 Jordânia 00 -05 03
45 Haiti 00 -06 02
46 Uzbequistão 00 -09 02
47 Tunísia 00 – 10 02
48 Iraque 00 – 11 01
A pontuação não está computada em ordem crescente, já que dependeu da fase de eliminação de cada seleção, respeitando a sequência: 5º a 8º: eliminados nas quartas de final; 9º a 16º eliminados nas oitavas de final; 17º a 32º: eliminados na rodada 16 avos; 33º a 48º: eliminados na fase de grupos. Legendas: PG (Pontos Ganhos), SG (Saldo de Gols), GP (Gols Pró).
Campanha da Espanha
Fase de classificação
Dia Jogo (Grupo H)
15/6 Espanha 0x0 Cabo Verde
21/6 Espanha 4×0 Arábia Saudita
26/6 Uruguai 0x1 Espanha
16 Avos
Dia Jogo
02/7 Espanha 3×0 Áustria
Oitavas de final
Dia Jogo
06/07 Portugal 0x1 Espanha
Quartas de final
Dia Jogo
10/07 Espanha 2×1 Bélgica
Semifinais
Dia Jogo
14/07 França 0x2 Espanha
Final
19/07 Espanha 1×0 Argentina
