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O voto exige mais que paixão política

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Tenente Dirceu Cardoso Gonçalves

A poucos dias das eleições, milhões de brasileiros decidirão quem conduzirá o país e os estados e quem os representará no Legislativo. É uma decisão importante demais para ser tomada por impulso, ódio ou fidelidade cega a um nome.
A campanha presidencial é marcada pela disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro, mas o eleitor não está obrigado a aceitar o confronto entre os dois como único assunto da eleição. Há outros candidatos, outras propostas e, sobretudo, problemas concretos que exigem respostas.
Ofensas, acusações e discussões nas redes sociais podem dominar a campanha. Nenhuma delas substitui perguntas essenciais: o que o candidato pretende fazer? Como pretende fazer? Sua trajetória permite confiar no que promete? E, no caso de deputados e senadores, como exercerá a tarefa de legislar e fiscalizar?
O eleitor deve buscar informações, comparar propostas e decidir com liberdade. Também deve lembrar que a responsabilidade continua após a apuração: representantes eleitos precisam ser acompanhados e cobrados ao longo do mandato.
O voto é uma ferramenta poderosa da democracia. Usá-lo bem exige serenidade para ouvir, disposição para conferir os fatos e coragem para escolher segundo a própria consciência, mesmo em meio à pressão da polarização.

Tenente Dirceu Cardoso Gonçalves é dirigente da Associação de Assistência Social dos Policiais Militares de São Paulo (Aspomil)
 

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