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PL ‘nada de braçada’ e conquista grande maioria na disputa pelo Senado

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Guilherme Derrite e André do Prado (da esq. p/a dir.) praticamente fizeram dobradinha durante a campanha, em busca do voto - Foto: André do Prado/Facebook

Se Flávio Bolsonaro conquistou a liderança na corrida presidencial no 1º turno das Eleições 2026, seu partido, o PL (Partido Liberal), foi ainda além na disputa pelas 54 vagas disponíveis para este pleito para compor o Senado Federal. Sozinho, nos 26 estados brasileiros mais o Distrito Federal/DF (27 ao todo), o PL elegeu 19 senadores, ou 35% das vagas disponíveis. Ou seja: o partido “venceu de goleada” ou “nadou de braçada” diante da facilidade de eleição contra seus adversários.
A se considerar os partidos que têm alinhamento ideológico com a candidatura de Flávio Bolsonaro, incluindo-se aí apenas o PP, o União Brasil e o Republicanos, somam-se mais 8 eleitos por essas legendas, o que aumenta a representatividade para 27 eleitos , ou seja, metade deles por todo o país.
No final da apuração, os partidos que elegeram senadores foram os seguintes: PL (19 eleitos), MDB (7), PT (6), PP, PSB, União Brasil e Novo (3 cada), Republicanos, PSD, PSDB e Podemos (2 cada) e Rede e PDT (1 cada).
O Senado Federal é composto por um total de 81 senadores, sendo que 1/3 deles (27) não passaram pelo processo de eleição pois seus mandatos de oito anos se encerram em 2030. Como o PL já detinha a maior bancada da casa legislativa com 9 cadeiras, passará a ter, sozinho, 28 representantes. Se forem somadas as cadeiras totais daqueles partidos de apoio (PP, União Brasil e Republicanos), essa contabilidade chegará a 45 cadeiras, número superior à metade de toda a composição da casa (ver quadro com composição total).

NO ESTADO

Um exemplo do que aconteceu no cenário nacional repetiu-se também no Estado de São Paulo, onde um dos senadores eleitos, André do Prado, é justamente do PL – que ficou na 2ª posição -, atrás do líder na contagem de votos, Guilherme Derrite (PP). Os dois fizeram campanhas praticamente em dobradinha, apoiados pelo governador reeleito Tarcísio de Freitas (Republicanos), todos partidos de apoio à candidatura nacional de Flávio Bolsonaro.
Derrite e André do Prado superaram as candidaturas de Simone Tebet e Marina Silva, ambas ex-senadoras, ex-ministras de estado e ex-candidatas à Presidência da República, alinhadas à candidatura de esquerda do atual presidente Lula (PT) e que, no início da campanha, ocupavam as primeiras posições nas pesquisas de intenção de votos.
Derrite teve 13,2 milhões de votos, seguido de André do Prado com 12,7 milhões (ver quadro).

Arte/PZ
Arte/Agência Brasil

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