A Secretaria de Desenvolvimento Social (Seds) do governo do Estado de São Paulo divulgou nesta semana que está expandindo o seu programa SuperAção SP, voltado ao combate à pobreza. Iniciado no ano passado em oito municípios-piloto, o programa agora alcança 48 cidades (sendo 40 novas), reforçando o acompanhamento de famílias em situação de vulnerabilidade.
De acordo com a Secretaria, o programa conta com 447 agentes e 42 supervisores contratados, dos quais 247 agentes e 29 supervisores já estão em atuação direta. Novas formações de agentes estão previstas. “Cada profissional capacitado é um elo essencial entre o Estado e as famílias que mais precisam, levando informação, apoio e oportunidades reais. É assim que estamos construindo um novo padrão de política social em São Paulo: centrado nas pessoas, orientado a resultados e comprometido com a transformação duradoura de vidas”, afirma a secretária de Desenvolvimento Social do Estado de São Paulo, Andrezza Rosalém.
Somente na Região Metropolitana de São Paulo, a expansão do programa chega a 13 novas cidades. Ele já estava instalado em Barueri, Embu das Artes e Itaquaquecetuba e agora também passa a atuar em Caieiras, Cajamar, Carapicuíba, Cotia, Diadema, Guarulhos, Mauá, Osasco, Santana de Parnaíba, Santo André, São Bernardo do Campo, São Paulo e Taboão da Serra, totalizando 16 cidades.
Na Região Administrativa de Campinas o número sobe de duas para 28 cidades; enquanto na Região Administrativa de Sorocaba aumenta de um para três municípios; e a Baixada Santista continua com uma cidade.
O SuperAção SP visa integrar políticas públicas de diferentes áreas em uma jornada completa de atendimento às famílias em situação de vulnerabilidade social, com acompanhamento individualizado para a promoção da autonomia. A iniciativa é voltada a famílias residentes no Estado, inscritas no Cadastro Único (CadÚnico) e com renda familiar por pessoa inferior a meio salário-mínimo nacional. Os agentes do SuperAção vão diretamente até os lares das famílias cadastradas, com visitas semanais, quinzenais ou mensais conforme a necessidade de cada caso.
O trabalho dos agentes inclui conectar as famílias a políticas públicas às quais já têm direito, mas que muitas vezes não acessavam por falta de informação, orientação ou acesso. O acompanhamento pode durar até dois anos, com monitoramento adicional para avaliação dos avanços.
Os 48 municípios atendidos são aqueles que aderiram à primeira onda. Segundo o governo do Estado, a iniciativa prevê beneficiar 105 mil famílias até 2027, com investimento superior a R$ 1,5 bilhão, entre recursos do Tesouro Estadual e financiamento do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).