
Se a população da Grande São Paulo já se depara com o anúncio de reajustes nas tarifas de ônibus (ver matéria nesta edição); além dos custos costumeiros com IPVA, IPTU e outras taxas e despesas, também a conta de água passou a ser outra preocupação desde o início de 2026.
O governo de São Paulo, responsável pela privatização da Companhia de Saneamento Básico do Estado, a Sabesp, anunciou que o reajuste nas tarifas já começou a vigorara desde a quinta-feira da semana passada, dia 1º de janeiro. Segundo material encaminhado à imprensa, a revisão foi aprovada pela Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp), determinando que o valor da tarifa residencial passa, em 2026, para R$ 6,40/m³ em 371 cidades atendidas pela empresa, um reajuste em torno de 6,11%.
Assim, a tarifa residencial para os usuários com consumo de 11m³ a 20m³, o custo de mil litros sai de R$ 6,01 e passa a ser de R$ 6,40 por m³.
DEFENDENDO O REAJUSTE
Com o propósito de defender os critérios do reajuste anunciado, o governo do Estado vem fazendo um esforço para justificá-lo, uma vez que foi o grande propositor da privatização da Sabesp, em processo concluído em 2024.
Por isso, ao divulgar o reajuste atual, procurou compará-lo de todas as formas com o que seria adotado, caso a empresa continuasse sendo administrada pelo modelo antigo, sob responsabilidade majoritária do Estado.
Em material divulgado à imprensa, a Secretaria de Comunicação do Estado de São Paulo insiste em transmitir informações como de que o reajuste atual está “cerca de 15% abaixo do que seria aplicado caso a empresa tivesse permanecido estatal” e que, enquanto anuncia o aumento para R$ 6,40 o m³, no modelo estatal esse custo “ficaria em R$ 7,36/m³.
O governo estadual também afirma que “a revisão tarifária considera apenas a variação inflacionária acumulada no período (entre julho de 2024 e outubro de 2025), sem acréscimo acima da inflação. Na prática, isso significa que o reajuste serve para preservar o equilíbrio econômico-financeiro do serviço, sem encarecer o custo real da água e do esgoto para a população”.
Ou seja: tenta transmitir a ideia de que o reajuste não significa aumento, apesar de a população sentir o custo mais alto em suas economias.








































