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Osasco e Barueri caem uma posição mas se mantêm no topo do ranking nacional do PIB

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Arte: PZ

PIB da região passa de R$ 235 bilhões e sustenta Osasco e Barueri entre os melhores números do país na produção de riquezas

Como ocorre em todo o final de ano, em dezembro de 2025 (há cerca de 20 dias) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou os dados do fechamento de mais um ano sobre os resultados do Produto Interno Bruto (PIB) dos municípios brasileiros. Na verdade, neste caso específico, o IBGE divulgou o resultado de dois anos, já que em 2024 não havia realizado tal estudo.
De forma regular, os números abordam o período de dois anos atrás; portanto em 2025 seriam anotados os dados de 2023. Como o órgão não havia apresentado os números do ano anterior, desta vez, em dezembro passado, foram apontados os números do PIB relativos aos anos de 2022 e 2023. O levantamento é elaborado em parceria com os órgãos estaduais de estatística, as secretarias estaduais de Governo e a Superintendência da Zona Franca de Manaus – Suframa.
O PIB, em resumo, significa mensurar (medir) toda a riqueza produzida dentro de uma cidade, um estado ou um país. No caso do presente estudo, a mostra revela os números das cidades brasileiras, sem no entanto levar em conta os valores adicionados brutos dos três grupos de atividade econômica: Agropecuária; Indústria e Serviços – além da administração, defesa, educação e saúde públicas e seguridade social –, devido à importância dessa atividade na economia brasileira; números que devem voltar no levantamento de 2027, segundo o próprio Instituto. Também são divulgados dados como os impostos, líquidos de subsídios, sobre produtos; o PIB e o PIB per capita (por pessoa).
Essas informações, além de estabelecer relações macroeconômicas, possibilitam traçar o perfil econômico de cada um dos municípios brasileiros. São instrumentos que conferem diversos significados aos dados do PIB dos municípios, mostrando, por exemplo, padrões de concentração e dispersão associados às formas e densidades de povoamento, bem como às funções econômicas e político-administrativas das diferentes partes do território nacional.

SUBIDA DE MARICÁ

A divulgação do ranking com os 100 melhores PIBs do país é a principal atração do relatório do IBGE. Ano após ano ele é liderado pela cidade de São Paulo e assim se repetiu com os números do PIB mais atual, de 2023, quando a Capital paulista registrou participação nas riquezas produzidas no país em torno de R$ 1,066 trilhão. Em proporção, isso significa 9,75% de toda a riqueza produzida no país naquele ano.
A lista segue de acordo com números anteriores, com o Rio de Janeiro na 2ª colocação nacional e Brasília (DF) na 3ª posição (ver quadro com 25 melhores posicionados no PIB do Brasil). A novidade nesse ranking é a subida do município de Maricá, no Rio de Janeiro, que saltou da 8ª posição no PIB de 2021 para a 4ª colocação em 2023, com um PIB de R$ 134 bilhões. Tal posição se deve ao crescimento, no município, de sua principal atividade econômica, ligada à extração de petróleo e gás natural e ao recebimento de royalties advindos dessas atividades.
Essa subida de Maricá fez com que ela ultrapasse os números de Osasco, município que ocupa há anos as principais posições do ranking nacional: desde o PIB de 2020, Osasco ocupava a 7ª colocação no ranking e, com a chegada de Maricá, passou à 8ª posição, com um PIB de R$ 119,4 bilhões.

A REGIÃO

Enquanto Osasco perdeu um posto no ranking nacional, sua colocação na avaliação estadual continua sendo a melhor de todas; afinal, o município continua com o segundo maior PIB de todo o Estado de São Paulo, ficando atrás apenas da Capital. O crescimento percentual do PIB de Osasco de 2023, em relação a 2022, também foi significativo: alta de 6,47%.
Outra cidade da região que se mantém nos primeiros postos desses rankings é Barueri que, com um PIB de 2023 em R$ 71,6 bilhões se mantém na 6ª colocação em nível estadual; mas que no nacional também perdeu um posto, caindo de 16º para 17º. Nesse caso, a relação de cidades que subiram e desceram envolvem nomes diversos. Por exemplo: de 2022 para 2023, Barueri superou Paulínia (SP) e Saquarema (RJ) que estavam à sua frente, mas perdeu posições para Salvador (BA), Goiânia (GO) e São Bernardo do Campo (SP), que vinham atrás da cidade da região no último levantamento. O crescimento dos números de Barueri de um ano para o outro, no entanto, não foi dos melhores e ficou em 2,84%.
Outras cidades da região que se mantêm em destaque nos números são Itapevi e Santana de Parnaíba, ocupando as 3ª e 4ª colocações nos números, atrás de Osasco e Barueri. No caso de Itapevi, com um PIB de R$ 15,6 bilhões, teve um crescimento de 3,98% em relação ao ano anterior; enquanto Santana de Parnaíba, com PIB 2023 de R$ 14,3 bilhões, teve expressivo crescimento de 12,16% em relação a 2022.
Entretanto, com tais números, nem Itapevi e nem Santana de Parnaíba figuram na lista dos 100 maiores PIBs do país: Itapevi ocupa a 106ª posição do ranking nacional, enquanto Santana de Parnaíba aparece na 120ª colocação.
Outras duas cidades da região apresentaram diminuição do PIB em relação ao ano anterior. Jandira, com PIB de R$ 5,5 bilhões, teve uma queda de 3,57% em relação aos R$ 5,7 bilhões de 2022 e aparece na 289ª posição nacional; enquanto Pirapora do Bom Jesus, com PIB 2023 de R$ 693,3 milhões, também caiu 2,81% em relação aos R$ 713,3 milhões de 2022 e fica na 1.600ª colocação em todo o país.
O sétimo município da região Oeste, Carapicuíba, teve bom crescimento de 7,92% de um ano para o outro, mas devido à sua grandeza territorial e populacional, acaba tendo um número traduzido em riquezas ainda muito pequeno: seu PIB atual (de 2023) é de R$ 8,4 bilhões, ocupando a 204ª colocação no ranking nacional (ver quadros).
Na soma, os sete municípios da região Oeste apresentam um PIB 2023 de R$ 235,6 bilhões, com crescimento de 5,26% em relação aos R# 223,8 bilhões de 2022.

PIB PER CAPITA

Um exemplo dessa “fraqueza” do PIB carapicuibano se traduz quando o IBGE revela o que chama de PIB Per Capita, ou seja, a relação dos números da riqueza com a quantidade de habitantes em cada cidade. Essa apresentação é feita de forma simples: pega-se o valor do PIB e divide-se pelo número de habitantes, para se obter o total do PIB Per Capita (por cabeça).
No caso de Carapicuíba, dividindo-se os R$ 8,4 bilhões do PIB de 2023 pelos 386.984 habitantes (Censo do IBGE de 2022), chega-se ao valor fictício de que, cada morador da cidade, em 2023, teria o montante de R$ 21.801,46 por todo o ano. Ou seja: toda a riqueza de Carapicuíba, se dividida por cada morador, daria a cada um deles, em investimentos, cerca de R$ 1.816,79 por mês. É, de longe, a pior relação Per Capita na região e uma das piores do país, ficando na 3.527ª colocação, dentre os 5.570 municípios abrangidos pelo estudo.
Na região Oeste, a melhor relação nesse quesito continua com Barueri, a chamada “prima rica” da região, com um PIB Per Capita de 226.391,22 para cada um de seus 316.473 habitantes. Na sequência, na região, aparecem Osasco, Santana de Parnaíba, Itapevi, Jandira e Pirapora do Bom Jesus (ver quadro).
No Brasil, nesse quesito do PIB Per Capita, a primeira cidade do ranking é Saquarema (RJ) que, com um PIB de R$ 64,7 bilhões e 89.559 habitantes, tem números por cabeça em torno de R$ 722 mil.
O PIB brasileiro (de todo o país), nos últimos anos, apresentou os seguintes valores absolutos: R$ 7,1 trilhões em 2019; R$ 7,4 trilhões (2020); R$ 8,9 trilhões (2021); R$ 10,1 trilhões (2022) e R$ 10,9 trilhões (2023).

A cidade de Barueri se mantém no topo do ranking: aparece em 17º lugar no nacional e na 6ª colocação estadual – Foto: Arquivo/Cauber Drone/Secom/PMB