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Câmara de Osasco muda novamente composição do plenário, temporariamente

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Fotos: Ricardo Migliorini/CMO

Gansinho e Chirinhan retornam temporariamente às cadeiras de vereadores na Câmara de Osasco

Como ocorre costumeiramente, principalmente em períodos pré-eleitorais, os vereadores titulares da Câmara Municipal de Osasco abrem mão de seus postos por determinado período, apenas para que os suplentes de seus respectivos partidos possam usufruir de alguns dias gozando dos cargos de parlamentares. De forma geral, tanto o Regimento Interno da casa, como a Lei Orgânica do município, permitem que os titulares saiam de licença sem que haja justificativa relevante para tais iniciativas.
Assim, alegando tratar de “assuntos particulares”, o vereador Pedrinho Cantagessi (União) pediu licença no início deste mês de junho, para que seu suplente Zé Carlos Santa Maria (União) assumisse o posto, no dia 9/6.
Na quinta-feira da semana passada, dia 11/6, o fato se repetiu: agora quem pediu licença por 31 dias foi o vereador Alexandre Capriotti (PL), também alegando necessidade de tratar de “assuntos particulares”, para que seu suplente no partido, Rodrigo Gansinho (PL), também pudesse assumir o posto. E assim ocorreu: naquela data, o presidente da Câmara, vereador Carmônio Bastos (Podemos) cumpriu o ritual, com recebimento da declaração pública de bens de Gansinho, juramento e assinatura do livro de posse.
A prática não parou por aí: na semana passada a Mesa Diretora da Câmara também leu o pedido de licença do vereador Paulo Júnior (PRD), pelos mesmos motivos, para que seu suplente Fábio Chirinhan (PRD) pudesse assumir o cargo a partir desta semana, o que efetivamente aconteceu durante a sessão legislativa de terça-feira, dia 16/6. Neste caso, o período de licença de Paulo Júnior é ainda maior, de 120 dias, até outubro deste ano.
Os dois “novos” vereadores – Rodrigo Gansinho e Fábio Chirinhan – são justamente os dois que foram eleitos pelo voto na última eleição de 2024, cumpriram seus mandatos por dois anos e, no início do último mês de maio, tiveram de deixar seus cargos por decisão do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), por considerar nova recontagem de votos e nova composição da Câmara. Com a saída, ambos se tornaram os primeiros suplentes de suas respectivas legendas, daí a razão de assumirem temporariamente tais postos com as licenças de seus titulares.