Projeto piloto para estudos sobre despoluição do rio Tietê receberá recursos de R$ 7 milhões do Novo PAC em Pirapora
Pirapora do Bom Jesus promoveu na terça-feira, dia 30 de junho, uma cerimônia para marcar a assinatura do Termo de Cooperação Técnica para elaboração de estudo de avaliação integrada dos impactos da poluição hídrica e de alternativas de mitigação na Bacia do Alto Tietê. A solenidade aconteceu no Parque do Capelão, no Centro da cidade e contou com a presença de diversas autoridades da região.
A agenda foi conduzida pelo prefeito de Pirapora do Bom Jesus e presidente do Cioeste, Gregorio Maglio (MDB) e, dentre os presentes, estiveram Tibério Magalhães Pinheiro, superintendente adjunto de Estudos Hídricos e Socioeconômicos da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA); Alexandre Bahjat Sampaio Ebeidalla, gerente de implantação da AXIA Energia; Irani Braga Ramos, secretário adjunto de Recursos Hídricos da Sepac (Secretaria Especial do PAC, Casa Civil), que representou o ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa e o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, ministro Waldez Góes; dentre outros.
O documento assinado trata de um estudo estratégico que irá avaliar de forma integrada as fontes poluidoras e a qualidade da água na bacia do Alto Tietê, abrangendo desde as nascentes até a saída do rio da Região Metropolitana de São Paulo em Pirapora do Bom Jesus, município onde os impactos da poluição se acumulam com grande intensidade. Serão propostas soluções técnicas baseadas na natureza e com potencial de replicação em outras bacias. O investimento previsto no Novo PAC é de R$ 7 milhões.
A bacia do Alto Tietê, especialmente no trecho final que chega a Pirapora, apresenta histórico persistente de degradação, com índices de qualidade da água classificados entre “ruim” e “péssima”, resultado da elevada carga de poluentes provenientes da Região Metropolitana. Esse cenário impacta diretamente o município, com ocorrência frequente de espuma, odores e acúmulo de resíduos no rio, afetando inclusive a atividade turística e a dinâmica econômica local.
Em sua fala, Gregorio destacou que é necessário enfrentar a poluição do Tietê de forma estruturada, com base técnica, cooperação entre os entes públicos e uma visão que considere toda a bacia hidrográfica, e não apenas os efeitos que aparecem em Pirapora. “Tenho a satisfação de dizer que nossa proposta foi acolhida e incorporada ao plano federal de revitalização dos recursos hídricos, tornando possível a implantação deste projeto piloto. Nossa expectativa é que os resultados obtidos aqui sirvam de referência para ampliar esse modelo a outros trechos do rio Tietê, contribuindo para uma estratégia estadual e nacional de recuperação desse rio tão importante para a história, para o desenvolvimento e para o meio ambiente do nosso Estado”, frisou o presidente do Cioeste.
O projeto foi montado pela ANA e será conduzido no subeixo de Revitalização de Bacias Hidrográficas do Novo PAC. Não foram divulgados prazos para conclusão do estudo.












































